Como iniciar uma CURVA: RAIO LIMITE

Para iniciar uma curva, o piloto deverá:

    1. Comandar os ailerons, para inclinar as asas;
    2. Aplicar pedal no mesmo sentido da curva, para corrigir a guinada adversa;
    3. Puxar o manche, para aumentar a sustentação;
    4. Aumentar a potência do motor, para compensar o aumento do arrasto;
    5. Depois de iniciada a curva, a asa externa à curva estará voando um pouco mais rapidamente que a asa interna. Por isso, a sustentação será ligeiramente maior na asa externa, tendendo a aumentar demasiadamente a inclinação das asas. Para compensar esse efeito, o piloto deverá aplicar levemente os ailerons no sentido contrário a curva.

RAIO LIMITE

Para voar em curva, o piloto deverá aumentar a sustentação do avião. Com isso, ele aumentará também o arrasto. Esse é o motivo do por que a potência deve ser aumentada à medida que o raio diminui. O menor raio possível é chamado de raio limite, para o qual a potência aplicada é máxima.

Um avião em altitudes diferentes:

  1. Ao nível do mar, o ar é denso, e por isso o motor tem muita potência e o avião sustenta-se facilmente no ar. A curva pode ser então bem fechada, e o raio limite é o mínimo.
  2. Aumentando a altitude, o ar ficará cada vez mais rarefeito. Como resultado a potência do motor diminuirá e o avião necessitará de potência cada vez maior para voar. Consequentemente o raio limite irá aumentar até que, quando atingir o teto absoluto, o avião mal conseguirá manter o voo nivelado, ficando assim totalmente incapaz de executar curvas.

Sinais visuais no solo

  • Quadrado vermelho com diagonais amarelas: Pousos proibidos, sendo possível perdurar tal proibição.
  • Quadrado vermelho com uma diagonal amarela: Precaução especial durante a aproximação para pouso e durante o mesmo.
  • Halter branco, indica que as ACFT devem decolar e taxiar somente de pistas pavimentadas ou compactadas.
  • Halter branco com dois traços negros, cortando os discos perpendicularmente, indica que as ACFT devem pousar e decolar somente de pistas pavimentadas, as demais manobras não necessariamente.
  • Cruzes brancas ou amarelas, indicam área imprópria ao movimento de aeronaves.
  • Letra T horizontal branco ou laranja, indica o sentido do pouso ou decolagem.
  • Letra C preta sob fundo amarelo, indica a localização da Sala AIS.
  • Tráfego pela direita. Indica que as curvas antes do pouso e após a decolagem devem ser feitas pela direita.
  • Cruz branca dupla, indica que o aeródromo é utIlizado por planadores, e vôos desse tipo podem estar ocorrendo.

ATS­ ACC X FIR AWY CTA UTA, APP x CTR TMA e TWR x ATZ: Orgãos e espacios aéreos

  • TWR (Tower – Torre de Controle) Controle de Aeródromo ATZ (Aerodrome Traffic Zone)
  • APP (Approach – Controle de Aproximação) Zona de Controle CTR (Control) e Área de Controle Terminal TMA (Terminal Area)
  • ACC (Area Control Center – Centro de Controle de Area) Area de Controle CTA (Control Area) / Área Superior de Controle UTA (Upper Traffic Area aka UIR)/ FIR (Flight Information Region) / Aerovia AWY (Airway)

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Frente frio x frente quente

  • FRENTE FRIA:  É uma superfície de descontinuidade, formada por uma massa de ar polar que avança sobre uma massa de ar tropical. As frentes frias apresentam uma inclinação maior que as quentes, razão por que são mais rápidas e violentas.
    • O valor médio do Declive da Frente Fria = 1 : 80
    • Toda Frente Fria é precedida por Cirrus e Cirrostratus, logo a seguir vem o sistema de nuvens médias.
    • As frentes no hemisfério sul deslocam-se de SW para NE.
      Ventos Pré-Frontal: NW; A temperatura se eleva e a pressão decresce.
      Ventos Frontal: W; Pressão baixa;
      Ventos Pós-Frontal: SW; Temperatura decrescendo e pressões se elevando.
    • Disposição longitudinal: NW para SE (HS);
      Nuvens – Cirrus depois as nuvens do tipo Cirrocumulus, Altocumulus, Cumulus e Cumulonimbus.
  • FRENTE QUENTE: Massa de ar quente avançando sobre uma massa de ar frio ou retorno de uma frente fria que perdeu força e adquiriu características de quente.
    • Pouca variação de pressão e temperatura.
    • Valor Médio do Declive da Frente Quente: 1:150 podendo chegar a 1:200 e 1:300
    • No HS desloca-se de NW para SE.
      Ventos Pré-Frontal: SW;
      Ventos Frontal: W;
      Ventos Pós-Frontal: NW;

Calcular variação de temperatura ISA

Questão: Em um dado instante a temperatura do ar no FL230, é de menos 41ºC, portanto a condição de temperatura para o referido nível é ISA (ISA é a temperatura padrão para uma determinada altitude):
a) -10ºC
b) -5ºC
c) 5ºC
d) 10ºC

Formula: T.ISA = T-(15-(FLx2)) ; 41-(15(ISA)-46) = 41-31°C = 10
Resposta correta d)10°c

Tipos de nuvens baixas: Stratus ST x Stratocumulus SC x Cumulus C

Encontramos elas em até 2 KM acima da superfície , todas podem produzir precipitações e são de estrutura LIQUIDA.

  • Stratus (St): Nuvem escura de aspecto ameaçador , sem contudo ser turbulenta no seu interior , pode produzir chuva de moderada a forte e até neve. Pode haver formação de gelo tipo Escarcha quando se voa dentro desta nuvem.
  • Stratocumulus (Sc): É uma nuvem que tem uma característica especial : Ela tem 2 equilibrios ( estabilidade e instabilidade ) . Só é turbulenta no seu interior e é a única que se forma em equilíbrio condicional. Pode produzir chuva fraca e neve.
  • Cumulus (Cu): Pode ser encontrado na forma de Cumulus Humílis ou Cumulus de bom tempo , não produz nenhum tipo de precipitação , sua estrutura é líquida e são de pequeno desenvolvimento.

Tipos de nuvens médias: Altocumulus AC x Altostratus AS x Nimbostratus NS

Encontramos elas em até 2 a 4 KM (nos pólos) , de 2 a 7 KM (nas regiões temperadas) e de 2 a 8 KM (nas regiões tropicais e equatoriais). São de Estrutura mista (água e cristais de gelo).

  • Altocumulus (Ac): Indica turbulência em níveis médios e não produz precipitação capaz de atingir a superfície. É bem semelhante ao Cirrucumulus porém pode ser visto mais baixo.
  • Altostratus (As): Véu Espesso e uniforme que encobre total ou parcialmente o céu , podendo produzir chuva leve , normalmente contínua e até neve. Não provoca o HALO , se voar dentro deste tipo de nuvem pode estar sujeito a formação do Gelo tipo ESCARCHA.
  • Nimbostratus (Ns): Nuvem escura de aspecto ameaçador , sem contudo ser turbulenta no seu interior , pode produzir chuva de moderada até forte e inclusive neve . Também esta sujeito a formação de gelo ESCARCHA quando se voa dentro desta formação.

Tipos de nuvens altas: Cirrus CI x Cirrocumulus CC x Cirrustratus Cs

  • Cirrus (Ci): É a única nuvem de estrutura totalmente SÓLIDA . È a mais alta de todas , sua presença nos céus indica possíveis mudanças nas condições do tempo , pode adquirir algumas formas como o Rabo de Galo (Cirrus Uncinus) que indica a presença de ventos fortes em altitude . São bastante brancas e de aspecto fibroso ou filamentoso.
  • Cirrocumulus (Cc): Indica a presença de turbulência em níveis elevados , forma – se em ar Instável.
  • Cirrustratus (Cs): Véu de nuvens transparente e esbranquiçado, de aspecto fibroso ou liso, cobrindo inteiramente ou parcialmente o céu e dando lugar a fenômenos de halo. Algumas vezes a camada é tão tênue que o halo é o único indício de sua presença, e o céu fica “leitoso” constituído basicamente por cristais de gelo, com bordas em geral franjadas de cirrus.

Classes de fogos e incendios

A que classe pertencem os diferentes tipos de incêndios:

  • Fogo Classe A: fogo em materiais de uso comum, tais como: madeira, tecidos, papéis, borracha e plástico, para os quais a água é importante agente refrigerante e extintor.
  • Fogo Classe B: fogo em líquidos inflamáveis, óleos, tintas e gases inflamáveis, para cuja extinção é importante o efeito de supressão de oxigênio, garantido pelo agente extintor.
  • Fogo Classe C: fogo em equipamento elétrico ligado, em que um agente extintor não condutivo é requerido.
  • Fogo Classe D: fogo em metais combustíveis, como o potássio, sódio, magnésio, titânio, zircônio e lítio que requer um agente extintor do tipo pó químico.